Homenagem aos fundadores do Sinjac
Marcos Vicentti
Este ano o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre está completando 20 anos de história. Duas décadas de uma caminhada que ao longo do tempo foi formando raízes - vez por outra frágeis e quebradiças, outras vezes fortes e de porte sólido. Mas o que se tem de concreto nesta trajetória é a persistência que hoje nos convida a brindar por tudo, inclusive por contar e fazer parte da história. Em 21 de outubro de 1988, em uma assembléia geral, realizada no auditório da Eletroacre, começava a mudar de vez a historia do jornalismo acreano.
A assembléia foi convocada pelo então presidente da Associação de Jornalistas do Acre (AJA), Edson Luiz Ferreira, ocasião em que os associados decidiram no voto pela criação de um sindicato, tendo ele mesmo assumido a diretoria provisória da entidade por um período de três meses. Esses foram os primeiros passos dados para a criação oficial do que todos conhecem hoje como Sinjac.
A história de que falamos foi e é construída por aqueles que sempre acreditaram que a notícia é nada mais que o instrumento que fomenta a formação de um cidadão. É a saga dos heróis da persistência. Os primeiros profissionais que aqui aportaram, quando tudo ainda tudo era nada, e nada podiam, acreditaram no sonho da organização e começaram a estruturar a entidade que veio a ser tudo que esta terra hoje representa para cada um de nós jornalistas. A história de luta teve início em 1988, em Rio Branco. Primeiro veio a associação, depois uma comissão provisória e em seguida a criação do Sinjac, de fato e de direito.
Na primeira disputa pela direção da entidade, a categoria já mostrava empenho na apresentação de duas chapas, tendo brigando no voto pelo comando da organização.
A chapa 1, “Entrevista”, teve como candidato a presidente o repórter Józimo de Sousa (Assecom e A Gazeta); vice Antônio Klemer (O Rio Branco); secretário Ilson Nascimento (Difusora) e tesoureiro Michelangelo Botto (TV Acre). Eles derrotaram a Chapa 2, “Primeira Página”, que tinha como candidato a presidente Tião Maia (O Rio Branco), vice, Fé em Deus (O Rio Branco), secretário Estevão Bimbi (Difusora), e tesoureiros Socorro Camelo (A Gazeta) e José de Sousa (O Rio Branco). Na contagem geral, a Chapa 1 venceu com 22 votos, contra 19 votos da Chapa 2.
Faço questão de ressaltar aqui o nome das pessoas que participaram daquela primeira assembléia geral de 1988. O mesmo grupo que, direta ou indiretamente contribuiu para a organização da entidade e auxiliou de perto aos que entraram na disputa pela primeira presidência do Sinjac. São eles: Józimo de Sousa, Hugo Conde, José de Sousa Lopes, Marcos Afonso, How Campos, Nena Mubárac, Altino Machado, José Souza, Marcus Vinícius, Mário Emílio, Lenilda Cavalcante, Eliane Sinhasique, José Chalub Leite, Maia Coelho, Argemiro Lima, Aníbal Diniz, Agenor Mariano, Sérgio Vale, Albertino Chaves, Nivaldo Paiva, Romerito Aquino, Tião Maia, Clélio Rabelo, Adonias Matos, Ivan Gonçalves, Raimundo “Pepino” Nonato, Francisco Chagas, Michelangelo Botto, Raimundo Fernandes, Pitter Lucena, Ivan Cláudio, Luiz Cordeiro, Carlos Augusto, Ely de Melo, Joana Mota de Oliveira, Gisela Oliveira, Bob Azevedo, Moura Neto, Antônio Klemer, Dilma Tavares, Elzo Rodrigues e Edson Luiz Ferreira.
Desde já, perdoem-me no caso de ter esquecido de citar algum nome dos que responderam àquele primeiro chamado que culminou na fundação da entidade nos idos de 88. Isto não é uma tarefa fácil, já que por um lapso de memória posso ter cometido alguma injustiça. Mas esse é um risco apenas da grafia, porque todos os nomes certamente vão continuar contribuindo para que este projeto seja escrito e executado com qualidade e transparência. Nenhum caminho é aberto sem o trabalho daqueles que vão à frente, quebrando ferrolhos e construindo passagens. Falamos dos pioneiros, os que desde os primeiros momentos foram testemunhas oculares da abertura dessa nova fronteira.
Este é um breve relato desta história que está apenas começando e que certamente levaria muitos dias para ser contada em todos os seus detalhes. Ela envolve experiências e emoções que somente os veteranos poderão dizer de forma fiel os detalhes que só eles sentiram e sentirão. Quero aqui dar apenas uma idéia de como foi travada a luta dos que vieram antes de nós. Fazer uma homenagem simples aos fundadores do Sinjac e oferecer á essa nova geração de jornalistas uma oportunidade de conhecer e valorizar a experiência dos “mais velhos”.
* Repórter fotográfico e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre |